A comunicação em fábricas deve permitir que as equipas comuniquem nos locais onde trabalham, com áudio compreensível, utilização prática e uma configuração adequada à operação. A escolha deve considerar produção, manutenção, logística e supervisão, além do ruído, dos obstáculos e dos turnos.
Produção, manutenção e logística não apresentam necessariamente as mesmas condições de utilização. O projeto pode combinar portáteis adequados ao ruído, infraestrutura para cobrir a instalação e formas de ligar supervisores ou equipas externas.
Identificar as comunicações que fazem falta.
Um pedido de manutenção numa linha, a chegada de material ou a necessidade de apoio numa zona de expedição podem exigir contacto imediato entre pessoas que não estão no mesmo espaço.
O levantamento deve identificar esses momentos e os intervenientes. Quem comunica a ocorrência? Quem tem de responder? Que informação permite agir? Esta análise ajuda a evitar um sistema em que todas as mensagens chegam a todos os colaboradores, sem relação com as suas tarefas.
Por exemplo, uma mensagem de manutenção pode incluir a área, o equipamento e o pedido de intervenção. A confirmação do responsável permite perceber se a ocorrência está a ser acompanhada. Este é um exemplo de procedimento, e não uma função automática de qualquer rádio.
Testar o áudio com a fábrica em funcionamento.
Um teste numa sala silenciosa não representa uma zona com máquinas em operação. A avaliação deve ocorrer com o ruído habitual e nas condições em que o colaborador recebe e transmite mensagens.
Devem ser testados o rádio e os acessórios compatíveis. A utilização de proteção auditiva exige uma escolha adequada à tarefa; um auricular comum não deve ser tratado como equipamento de proteção. A empresa deve envolver os responsáveis operacionais na avaliação da forma de utilização.
Também importa testar se o microfone fica bem posicionado, se o botão de transmissão é acessível e se a fixação permite trabalhar sem criar dificuldades. A qualidade de áudio percebida deve ser confirmada pelos utilizadores.
Verificar cobertura entre áreas.
Estruturas metálicas, máquinas, armazéns e pisos técnicos podem alterar a propagação do sinal. As zonas críticas devem fazer parte do teste de cobertura, incluindo percursos utilizados pela manutenção e locais onde a equipa pode precisar de apoio.
Quando uma fábrica cresce ou reorganiza a disposição de equipamentos, convém reavaliar essas condições. A necessidade de repetidores ou de outra infraestrutura deve ser determinada pelo projeto. Não basta escolher um rádio com uma indicação genérica de longo alcance.
Separar comunicação de rotina e coordenação.
Uma configuração possível inclui grupos de produção, manutenção e logística, com acesso da supervisão aos grupos necessários. O desenho deve refletir o trabalho da fábrica e a capacidade da solução selecionada.
A equipa deve conhecer as regras para mensagens urgentes, o procedimento de confirmação e a forma de solicitar apoio. Se forem necessárias funcionalidades específicas de alerta, estas têm de ser confirmadas no modelo, configuradas e testadas com o respetivo procedimento de resposta.
O sistema de comunicação apoia a operação, mas a sua aquisição não substitui procedimentos internos ou medidas de segurança.
Gerir rádios entre turnos.
O plano deve incluir entrega, identificação, carregamento e verificação de cada equipamento. Uma quantidade adequada de dispositivos perde utilidade se as baterias não estiverem disponíveis no início do turno.
A empresa deve prever como reportar um rádio danificado, como substituir um acessório e quem mantém o inventário. A assistência deve ser avaliada juntamente com o equipamento, porque influencia a capacidade de manter o serviço ao longo do tempo.
Soluções para produção manutenção e coordenação.
Áudio para zonas de produção.
O MOTOTRBO R7 da Motorola Solutions e o HP605 da Hytera são exemplos de portáteis com processamento para melhorar a comunicação em ambientes ruidosos. Motorola Solutions e Hytera. A comparação deve acontecer com as máquinas em funcionamento e os acessórios previstos. A existência dessa função não demonstra que os equipamentos terão o mesmo resultado na fábrica.
Comunicação integrada na rede industrial.
Para manutenção e equipas que percorrem diferentes áreas, importa a continuidade dentro da infraestrutura. O Tait TP9300 suporta modos DMR e analógico. Tait Communications. A adequação deve ser estudada com os repetidores, grupos e parâmetros da rede proposta ou existente. A marca do portátil não elimina a necessidade de verificar as zonas críticas.
Ligação a outras instalações e equipas externas.
Se a supervisão acompanha mais de uma unidade ou trabalha fora do recinto, pode justificar-se comunicação por banda larga. WAVE PTX, TAIT AXIOM e dispositivos PoC Hytera representam categorias de solução a comparar conforme o serviço e a integração pretendidos. Esta extensão responde a uma necessidade diferente da comunicação entre colaboradores na mesma linha de produção.
Perguntas frequentes sobre rádios para fábricas.
Um rádio portátil funciona em toda a instalação.
A cobertura depende das condições do local e da infraestrutura. Deve ser verificada nas zonas necessárias à operação.
A fábrica pode combinar tipos de equipamento.
Sim, quando a solução assegura a comunicação entre os perfis necessários. A integração e a compatibilidade devem ser confirmadas no projeto.
É possível manter grupos separados.
Sim, com uma solução que suporte a organização pretendida e esteja configurada para esse funcionamento.
O rádio mais potente é sempre a melhor escolha.
Não. Cobertura, áudio, infraestrutura, ergonomia e adequação à tarefa devem ser avaliados em conjunto.
Comunicação industrial com a Bizaction.
A Bizaction apresenta soluções de comunicação para setores e indústrias e serviços de rádios profissionais. Uma fábrica pode indicar as áreas a cobrir, os turnos e os grupos de trabalho para pedir uma proposta. A proposta deve comparar os equipamentos e a arquitetura mais adequados, com especial atenção às opções Motorola Solutions, Tait Communications e Hytera disponíveis.


