Os rádios para construção civil devem ser escolhidos com base nas condições da obra: exposição a poeiras e água, ruído, utilização de luvas, duração dos turnos e cobertura necessária. Um equipamento robusto ajuda a responder às exigências do estaleiro, mas a qualidade da comunicação também depende da configuração e das regras de utilização.
Uma equipa numa pequena obra pode precisar apenas de comunicação local. Um estaleiro com várias frentes pode exigir infraestrutura de cobertura e grupos separados. Uma empresa que acompanha obras em localidades diferentes deve avaliar também comunicação de banda larga ou integração entre redes.
Começar pelo tipo de obra.
Uma reabilitação no interior de um edifício coloca desafios diferentes de um estaleiro aberto. No primeiro caso, pisos, caves e estruturas podem dificultar a cobertura. No segundo, a distância entre frentes de trabalho e a exposição às condições meteorológicas podem pesar mais na escolha.
O levantamento deve identificar quem comunica com quem, onde trabalham os utilizadores e que mensagens precisam de transmitir. Uma equipa pequena pode ter necessidades distintas de uma obra com várias especialidades, subempreiteiros e responsáveis de coordenação.
Resistência à água e poeiras.
A classificação IP descreve a proteção do invólucro contra a entrada de sólidos e água, sob condições de ensaio. Ao comparar equipamentos, é necessário consultar a ficha do modelo e as instruções de utilização, incluindo as condições aplicáveis aos conectores e acessórios.
As condições de resistência variam entre modelos e versões. O projeto deve comparar as fichas dos equipamentos efetivamente propostos e verificar se acessórios e conectores mantêm a proteção necessária à tarefa.
Na prática, importa avaliar se o equipamento consegue acompanhar a exposição habitual no trabalho e como deve ser limpo, guardado e inspecionado. A resistência do rádio e a adequação do acessório devem ser analisadas em conjunto.
Comunicar com ruído e luvas.
A avaliação de áudio deve acontecer nas zonas de trabalho, com o ruído habitual e os equipamentos de proteção usados pela equipa. Aumentar o volume pode não resolver a dificuldade em compreender uma mensagem.
Um microfone remoto ou um acessório de áudio compatível pode tornar a utilização mais prática, mas deve ser selecionado de acordo com a tarefa. Também importa testar o botão de transmissão, os controlos e a fixação do rádio ao vestuário. A equipa deve conseguir utilizá-lo sem comprometer a execução segura do trabalho.
A cobertura muda durante a construção.
Uma obra evolui. Novas paredes, estruturas metálicas e alterações nas frentes de trabalho podem modificar a cobertura. Um teste efetuado numa fase inicial pode deixar de representar as condições das semanas seguintes.
Convém verificar os percursos de comunicação relevantes e repetir a avaliação quando o estaleiro muda de forma significativa. Se existirem zonas sem comunicação adequada, a solução pode exigir ajustes de infraestrutura ou de posicionamento, em vez de apenas substituir os portáteis.
Organizar equipamentos e mensagens.
A entrega de um rádio deve incluir a identificação do equipamento, o grupo de comunicação e uma explicação dos procedimentos. Ao terminar o turno, a equipa deve saber onde devolver e carregar o dispositivo.
As mensagens devem indicar o destinatário, o local e o pedido. Em tarefas que exigem confirmação, a equipa deve prever uma resposta explícita. O rádio é um meio de comunicação; não substitui procedimentos de segurança, sinalização ou supervisão.
Soluções para diferentes dimensões de obra.
Comunicação direta numa frente de trabalho.
Quando a cobertura local é suficiente, podem ser avaliados portáteis DMR das três marcas. A escolha deve comparar ergonomia, áudio e resistência. O MOTOTRBO R7 da Motorola Solutions dispõe de supressão de ruído; o HP605 da Hytera também apresenta processamento de áudio. Motorola Solutions e Hytera. O teste deve demonstrar qual o conjunto adequado às tarefas, sem assumir equivalência de desempenho.
Rede de rádio num grande estaleiro.
Uma obra com zonas afastadas pode justificar repetidores e organização dos grupos. A Tait Communications apresenta o TP9300 com suporte para modos DMR e analógico. Referência Tait Communications. Na avaliação, importa estudar o portátil em conjunto com a infraestrutura, sobretudo quando já existe uma rede que precisa de continuar em utilização.
Coordenação entre obras em localidades diferentes.
Para ligar escritório e equipas dispersas, podem ser estudadas soluções de banda larga, como WAVE PTX, ou de integração entre rede de rádio e banda larga, como TAIT AXIOM. A Hytera também disponibiliza dispositivos PoC. Estas opções respondem a uma necessidade de mobilidade; não dispensam a verificação da conectividade nos locais onde as equipas trabalham.
Perguntas frequentes sobre rádios para obras.
Todos os rádios profissionais resistem à água da mesma forma.
Não. É necessário consultar a classificação e as condições de utilização do modelo escolhido.
Um rádio resistente à água pode ser usado em qualquer ambiente.
Não. A proteção contra água e poeiras não demonstra adequação a todas as condições de trabalho. Ambientes com requisitos específicos exigem uma seleção própria.
É necessário um repetidor em todas as obras.
Não. Essa necessidade depende da cobertura observada, da área e da estrutura do local.
É possível alugar rádios para uma obra temporária.
O aluguer pode ser adequado a necessidades temporárias. A duração, os equipamentos, os acessórios e as condições do serviço devem constar da proposta.
Rádios para construção civil com a Bizaction.
A Bizaction apresenta soluções de comunicação para construção e aluguer de rádios. Para avaliar uma solução, a empresa pode indicar o tipo de obra, a quantidade de utilizadores e as condições de exposição. Essa informação permite pedir uma proposta e confirmar as opções disponíveis.


